Com o Zenbook A16, a Asus tenta conquistar quem cria conteúdo e precisa de um PC ao mesmo tempo forte e fácil de levar por aí. Com processador Snapdragon X2 Elite, tela OLED de 16 polegadas e apenas 1,2 kg, ele parece ter tudo para virar referência. Confira o nosso teste.
Em 2025, a Asus chamou atenção com o Zenbook A14: um computador versátil, com preço mais acessível e, sobretudo, muito portátil, já que pesava menos de 1 kg. Em 2026, a marca amplia a ideia para um modelo de 16 polegadas - o Zenbook A16.
A proposta agora é falar com quem precisa de mais área de trabalho sem abrir mão de potência e mobilidade. Tela OLED grande, chip de alto desempenho e um peso de só 1,2 kg… será que o Zenbook A16 assume o trono dos ultraportáteis de 16 polegadas? É isso que veremos a seguir.
Preço e disponibilidade
Enquanto o Asus Zenbook A14 apostava em um valor competitivo, o Zenbook A16 mira claramente o segmento premium. Ele é vendido no site da Asus e em revendedores parceiros por 2000 euros. É caro, mas não chega a surpreender considerando a ficha técnica e o cenário atual. A dúvida real é se esse preço se sustenta na prática.
| Asus Zenbook A16 |
|---|
| Dimensões |
| Peso |
| Tela |
2880 x 1800 pixels
120 Hz
400 nits |
| Processador | Qualcomm Snapdragon X2 Elite |
| RAM | 48 Go |
| Armazenamento | 1 To |
| SO | Windows 11 |
| Conectividade | 1x Porta USB-A 3.2
2x Porta USB-C 4.0
1x Porta HDMI 2.1
1x Porta mini-Jack
1x Porta SD |
| Biometria | Reconhecimento facial |
| Bateria | 70 Wh |
| Cor | Areia |
O que gostamos no Zenbook A16
Design impecável
O grande trunfo do Zenbook A16 está no projeto - principalmente no peso. Para um notebook de 16 polegadas, 1,2 kg é simplesmente impressionante. Antes mesmo de ligar, a sensação é de que o aparelho estaria “vazio”, como se faltassem componentes por dentro. Só que não: é um PC completo que praticamente não pesa. Surpreende e, mais importante, facilita muito a vida para carregar na mochila todos os dias, como fizemos durante uma semana.
Essa portabilidade vem acompanhada de acabamento de alto nível. A Asus usa um chassi de ceralumínio (mistura de alumínio com cerâmica) que é agradável ao toque. O visual também agrada por ser discreto, com a tonalidade areia que fica muito elegante. Melhor ainda: o material lida bem com microriscos.
O Asus Zenbook A16 não é apenas leve; ele também é fino, com 1,69 cm de espessura. E mesmo assim não abre mão de uma conectividade bem completa: uma porta USB Type-A 3.2, duas USB 4.0 Gen 3, uma HDMI 2.1, um conector P2 de 3,5 mm e leitor de cartão SD. Um USB-A extra teria sido bem-vindo, mas o A16 é “vie de bureau proof”. Em uma semana de testes, usamos diariamente - na redação e em casa - e não precisamos de adaptadores em nenhum momento.
A Asus volta a mostrar que sabe construir máquinas bem resolvidas. Ele pode não ser tão chamativo quanto um Dell XPS ou um MacBook Air, mas a combinação de leveza e portas bem distribuídas é um argumento forte para quem vive em movimento.
Teclado confortável
Por um bom tempo, os teclados da Asus deixavam a desejar, mas isso mudou nos últimos anos - e o Zenbook A16 confirma a melhora. As teclas são agradáveis, com curso de 1,3 mm e uma firmeza bem acertada. Estamos digitando este texto nele e a experiência é realmente boa.
Além disso, há retroiluminação com quatro níveis e a clássica fileira de teclas de função (retroiluminação, brilho da tela e afins). O ponto negativo é a ausência de teclado numérico. Em um modelo de 16 polegadas, caberia sem dificuldade - ainda mais porque sobra espaço nas laterais do teclado (a Asus poderia até ter aproveitado para colocar os alto-falantes ali, mas eles ficam sob o chassi, no pior lugar). Não chega a ser um problema grave, porém dava para fazer melhor.
Para completar, o trackpad é responsivo e bem gostoso de usar. Ele também fica bem centralizado e não é grande demais, o que ajuda a evitar toques involuntários com os punhos durante longas sessões de escrita. Um ótimo trabalho da Asus.
Processador forte e ótima autonomia
O Asus Zenbook A16 vem com um processador ARM, o novo Snapdragon X2 Elite. Se os primeiros SoC da Qualcomm ainda deixavam certa sensação de “quase lá”, este aqui finalmente entrega o que promete. São 18 núcleos (sim, 18!) com clock de até 4,7 GHz, acompanhados por 48 Go de RAM. Para um ultraportátil, é potência de sobra.
Durante o teste, ele foi usado como computador principal e não decepcionou. Em tarefas de escritório, edição de foto e vídeo, manteve o ritmo sem engasgos. Mesmo sob carga, continua agradável de usar. O controle térmico também é competente (o calor fica concentrado acima do teclado), e o ruído máximo registrado foi de 47 decibéis.
Em jogos, ele conta com a GPU Adreno X2-90. Não é um notebook gamer, claro, mas rodar alguns títulos ajuda a entender o desempenho gráfico. Em Cyberpunk 2077, registramos 26 i/s no preset “alto” (ray tracing desativado). Reduzindo um pouco (médio), chega-se aos 60 quadros por segundo sem dificuldade. Já World of Warcraft Midnight passa de 60 i/s com tudo no máximo, assim como Red Dead Redemption 2. Para a categoria, o resultado é excelente. Vale lembrar que alguns lançamentos ainda não funcionam com GPUs ARM: tentamos rodar Pragmata e Crimson Desert e não tivemos sucesso. Ainda assim, há bastante opção para jogar entre uma tarefa e outra.
A Asus fala em 21 horas de bateria para reprodução de vídeo. No uso real, o número cai. Em nossos testes, a média ficou em 15 horas antes de o PC desligar, com um uso “normal” de produtividade. Levamos para a redação todos os dias e deixamos o carregador (pequeno) em casa - sem dor de cabeça, mesmo ficando o tempo todo nele para escrever nossos artigos para o Presse-citron. A promessa de um PC que aguenta o dia inteiro, portanto, se confirma.
O que gostamos menos no Asus Zenbook A16
Tela brilhante
O Zenbook A16 traz um painel OLED de 16 polegadas, com resolução de 2880 x 1800 pixels e taxa de atualização de 120 Hz. Em calibração, a tela é excelente: cores corretas (e ajustáveis) e contraste infinito, que entrega pretos profundos e brancos intensos. Seria perfeita? Nem tanto. Uma boa calibração não resolve tudo.
Pelas nossas medições, o brilho máximo fica em 400 nits, um valor dentro do padrão do mercado. O problema é que praticamente não há tratamento antirreflexo, então a tela vira um espelho assim que existe alguma fonte de luz ao redor. Trabalhar ao ar livre com o Zenbook é quase inviável, mesmo em dias nublados. Em ambientes internos, tivemos de manter o brilho no máximo, e os reflexos seguem bem visíveis. Pelo preço, esperávamos mais - porque, sem isso, o A16 seria quase impecável. Uma pena.
Preço
O Zenbook A14 original era uma opção que priorizava mobilidade por um valor mais “justo”. No A16, a Asus eleva o nível - e a etiqueta acompanha. Vários itens empurram o preço para cima: 48 Go de RAM, Snapdragon X2 Elite, tela OLED… Na prática, a marca posiciona este modelo como um ultraprêmio para enfrentar diretamente o MacBook Air e o Dell XPS 15. É uma estratégia que deixa saudade do A14, que era o meio-termo ideal para quem queria um notebook leve, não tão potente, mas acessível.
Não há engano aqui: as especificações e a experiência de uso explicam o valor cobrado. Ainda assim, 2000 euros é um montante significativo.
Então, vale comprar?
O Zenbook A16 é um PC excelente. Para criativos que querem tela grande, desempenho e mobilidade no Windows, ele se encaixa muito bem. A principal crítica fica para a tela, que reflete demais e atrapalha o uso fora de casa - mas esse é, de longe, o maior ponto fraco.
Mesmo assim, a compra é automática? Para quem não se importa em gastar mais, ele é uma ótima escolha, sem dúvida. Por outro lado, vale repetir: o momento não é dos mais favoráveis para comprar PC. Os preços dispararam (e tendem a continuar subindo) e pagar esse valor por um computador pode não ser o melhor negócio - embora isso seja um problema do mercado como um todo.
Asus Zenbook A16
1999 euros
Nota geral: 8
Design e ergonomia
9.5/10
Performances
9.0/10
Tela
6.0/10
Autonomia
8.5/10
Relação qualidade / preço
7.0/10
Gostamos
- Design caprichado
- Potente, inclusive em jogos
- Boa autonomia
- Teclado confortável
- Leve demais!
Gostamos menos
- Sem teclado numérico
- Tela brilhante
- Preço XXL
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário