Pular para o conteúdo

Pai e filha vendiam falsos quadros de Banksy, Picasso e Fritz Scholder e faturaram 2 milhões de dólares em Brooklyn

Pessoa carimbando papel com a frase "inspired by" em mesa com desenhos, dinheiro e lupa.

Eles haviam conseguido levantar quantias absurdas com a venda de quadros falsos.

Banksy, Picasso e até Fritz Scholder… durante anos, um pai e uma filha mantiveram um negócio de falsificações. Ao colocarem no mercado cerca de 200 imitações de obras apresentadas como autênticas, os falsários arrecadaram, nos Estados Unidos, um total de 2 milhões de dólares desde 2020.

Confissão no tribunal federal de Brooklyn

Na terça-feira, 28 de abril, Erwin Bankowski e Karolina Bankowska, de 50 e 26 anos, se declararam culpados no tribunal federal de Brooklyn por terem montado um esquema de venda de obras falsificadas.

Em nota divulgada na ocasião, Joseph Nocella Jr., promotor federal de Brooklyn, afirmou: “A dupla se passava por marchand de arte enquanto vendia mentiras sobre tela a colecionadores ingênuos”.

Pena e deportação após a confissão

Cada um pode receber entre 33 e 41 meses de prisão, mas a decisão final só será conhecida no dia 5 de agosto. Cidadãos poloneses, eles terão de cumprir a pena nos Estados Unidos e, depois, serão deportados para o país de origem.

Como o esquema de falsificações de Banksy, Picasso e Fritz Scholder operava

O pai, inclusive, não tentou negar o que fez e disse ter “tomado uma decisão terrível para sustentar sua família”. Como destacou o The New York Times, os dois estruturaram um método sofisticado para esconder a fraude - incluindo a criação de falsas proveniências com carimbos falsos de galerias de arte.

Nesse sentido, eles costumavam dizer aos compradores que as obras vinham de galerias que já haviam fechado, o que dificultava a verificação da autenticidade por parte dos clientes. Já as pinturas eram produzidas por um artista polonês que não foi identificado.

O truque passou despercebido por vários anos, mas isso não impressiona Erin Thompson, professora de criminalidade artística na City University of New York. Em declaração à Fortune, ela observou: “Muitas vezes imaginamos o mundo da arte como um meio refinado, povoado por pessoas cultas que querem compartilhar seu encantamento diante da beleza das obras. É de se esperar que existam muito mais falsos”.

O carimbo falso acende o alerta

Ainda assim, o volume de vendas acabou chamando atenção. Nossos colegas mencionam: “O carimbo da galeria no verso do falso Andrew Wyet, por exemplo, indicava o ano de 1976, mas citava um número de zoneamento que havia sido eliminado em 1962”.

Vários indícios que, somados, despertaram o interesse das autoridades, que abriram investigações e, ao fim, desmascararam o esquema.


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário