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Teste do Oppo Reno 16 Pro: parece um iPhone 17, mas roda Android

Pessoa segurando smartphone com tela inicial aberta, ao lado de fones de ouvido sem fio e outro celular sobre mesa de madeira

A gente colocou as mãos no Oppo Reno 16 Pro, um smartphone que lembra bastante o iPhone 17, só que com um toque próprio e rodando Android. O suficiente, talvez, para chamar a atenção de quem é fã do iOS.

Depois da linha X9, chegou a vez da família Reno ganhar uma geração nova no catálogo da Oppo. Por enquanto, a série traz dois modelos: Reno 16 e Reno 16 Pro - este é o que testamos aqui. O público-alvo é bem claro: jovens em primeiro lugar, mas também influenciadores e, principalmente, quem gosta de iPhone.

Apesar do visual próximo ao do iPhone 17, o Reno 16 Pro se distancia em vários pontos, começando pelo sistema: ele é Android. Além disso, a ficha técnica mira o que há de mais atual. O exemplo mais evidente é a bateria de silício-carbono de 6000 mAh (7000 mAh na China) combinada com carregamento rápido de 80 W.

A pergunta é: ele tem o que precisa para fisgar quem não larga o mais recente da Apple?

Preço e disponibilidade do Oppo Reno16 Pro

O Oppo Reno 16 Pro chega ao mercado a partir de 3 de julho de 2026, com preço inicial de 899 €. Esse valor, porém, é promocional e sobe para 1099 € a partir de 31 de julho. Por enquanto, há apenas duas cores confirmadas: Branco Pop e Starlight Black.

Um design pequeno e simpático

Se você já cansou de celulares encostando nos 7 polegadas, o Reno 16 Pro 5G pode ser uma boa alternativa. A tela de 6,32 polegadas ajuda a manter um porte relativamente compacto para os padrões atuais: 151,21 x 72,42 x 8,36 mm. Ele fica só um pouco maior que um iPhone 17 e ganha cerca de 10 gramas a mais (188 g na ficha técnica; 190 g na minha balança com um chip inserido).

O ponto mais diferente aparece na traseira, com o que a Oppo chama de HoloVerse 3D. É um acabamento de múltiplas camadas com milhões de micro-lentes para refletir a luz. Quando essa luz “volta” para nossos olhos, ela faz o desenho de um planeta na camada superior parecer se mover, criando um efeito holográfico.

A ideia é bem fora do comum, mas, para ver o efeito de verdade, o ideal é usar uma capa transparente - ou partir para o risco de usar sem proteção. E risco é a palavra certa: no nosso aparelho de teste, uma marca profunda apareceu em poucos dias. A Oppo também não cita nenhuma proteção do tipo Gorilla Glass contra riscos e arranhões, embora tenha certificado o smartphone com IP69K, indicando resistência à água e à poeira.

Tirando esse escorregão no acabamento traseiro, o Reno 16 Pro é bem construído e não fica devendo para rivais. As laterais são confortáveis na mão, o módulo de câmeras parece integrado à mesma peça do vidro traseiro, o aro prateado das lentes dá um toque elegante e os botões são fáceis de identificar e alcançar. Vale notar ainda a estreia de uma nova tecla, a Snap Key, que lembra o botão de ação do iPhone - mas volto a ela mais adiante.

Uma bela tela Oled

Na parte frontal, a tela vem cercada por bordas finas e uniformes, o que ajuda bastante no visual. No papel, a tela Amoled também impressiona: resolução de 2640 x 1216 pixels (460 PPI), taxa de atualização variável em 60, 90, 120 e 144 Hz, cores em 10-bit e brilho de pico de até 3600 nits.

No uso real, alguns desses números pedem contexto: por padrão, a resolução fica em 2344 x 1080 pixels (e, sinceramente, é suficiente), enquanto o brilho típico é limitado a 600 nits. Para comparar, o iPhone 17 chega a 800. Ainda assim, é pouco provável que isso incomode, porque o brilho HBM - o que realmente importa para usar o celular sob sol forte - vai a 1800 nits, contra 1600 no modelo da Apple. Ou seja, estamos numa faixa alta para a categoria, com boa legibilidade ao ar livre.

Como de costume, também há modos de conforto visual para reduzir luz azul e diferentes perfis de cor, mais ou menos fiéis, para ajustar tom e saturação conforme a preferência.

Um Android com sabor de iOS

O Reno 16 Pro não “empresta” ideias da Apple só no visual. A interface também bebe muito de iOS, ainda que por baixo exista uma base Android 16, que garante, por exemplo, uma gaveta de aplicativos completa. Alguns vão ver isso como uma mistura interessante, facilitando a migração de um sistema para o outro. Outros podem encarar como inspiração demais e originalidade de menos. Fica a critério de cada um. O que dá para afirmar é que tudo roda com muita fluidez e um ar bem atual, com várias opções de personalização e algumas funções extras.

Uma delas é a Snap Key, o botão físico que dispara um atalho à sua escolha dentre oito opções. Você pode, por exemplo, definir um toque longo para ligar a lanterna, tirar um screenshot, ajustar o modo de toque ou abrir a câmera. Seria ótimo poder definir ações diferentes por número de toques e duração, mas só o atalho “Enregistrer dans Mind Space” oferece mais de uma ação. No meu caso, configurei para acionar a lanterna: é útil, embora seja um uso bem específico.

Os LLM também ganharam espaço no ColorOS. O aparelho traz o Gemini, assistente de IA do Google, com leitura de tela, além do Oppo AI. Este reúne três funções: redator com IA para editar texto, tradução com IA e gravador com transcrição e tradução. Por fim, o Mind Pilot funciona como um chatbot para conversar com Gemini, Perplexity e GPT, embora a Oppo não informe quais modelos exatos estão por trás.

No fim das contas, o recurso mais marcante é o compartilhamento de áudio, que permite conectar dois pares de fones ao telefone ao mesmo tempo, com controle de volume separado. A ideia é assistir à sua série preferida com outra pessoa durante uma viagem de trem, por exemplo. Só que não conseguimos testar: a função só deve chegar a partir de julho de 2026.

Como é comum em celulares Android, o aparelho vem com vários apps pré-instalados. Há ferramentas úteis, mas também alguns duplicados dispensáveis (como o navegador) e cerca de uma dúzia de aplicativos parceiros (Amazon Music, AliExpress, Netflix...).

Sobre suporte, a promessa é de cinco anos de atualizações principais e seis anos de patches de segurança. Não é o topo do mercado (Apple, Samsung e Google entregam mais), mas ainda fica acima da média.

Dá para jogar!

Entre os pontos fortes do iPhone, o chip está claramente entre os melhores: a interface é ágil e a performance bruta é excelente. Para competir com o americano, a Oppo precisava responder à altura e escolheu o MediaTek Dimensity 8550 Super, acompanhado por 12 GB de RAM LPDDR5X.

Seja explorando o mundo aberto de Genshin Impact ou entrando nas partidas online intensas de Fortnite, o Oppo Reno 16 Pro consegue colocar os gráficos no máximo e sustentar uma taxa de quadros alta e estável. Notamos, sim, que a moldura aquece relativamente rápido, mas a temperatura ambiente de 40 °C durante o teste não ajuda na troca térmica.

Foto e vídeo

Em relação ao modelo anterior, o Oppo Reno 16 Pro 5G abandona a ideia de zoom variável e adota um conjunto de três lentes fixas - algo que virou padrão. A configuração inclui câmera principal de 200 Mpx (f/1.8 com estabilização óptica), teleobjetiva x3,5 de 50 Mpx (f/2,8 com OIS) e ultra grande-angular de 50 Mpx (f/2.0).

Somando o zoom digital às distâncias focais disponíveis, o Reno 16 Pro cobre um intervalo equivalente de 16 mm a 170 mm. Não chega à versatilidade de um Galaxy S26 Ultra, mas é uma faixa bem confortável para enquadrar o que você quiser - ainda mais porque, mesmo no maior zoom digital, a qualidade se mantém boa.

No geral, as fotos são boas, sem necessariamente surpreender. Pegando a imagem da miniatura nos meus exemplos: o foco automático prioriza a área do entrepernas, enquanto o capacete fica um pouco desfocado. Acontece algo parecido no retrato do meu gato: o focinho (que é uma graça) aparece um pouco menos nítido do que o peitoral peludo. Em outras cenas, a faixa dinâmica fica bem marcada, com áreas muito escuras. É verdade que isso dá personalidade à foto, mas, para quem pretende fazer pós-processamento, essa perda de informação complica a edição.

Em lugares escuros, o Oppo Reno 16 Pro tende a exagerar na iluminação e na intensidade das cores. O resultado vem detalhado, vibrante, claro e contrastado - só que bem distante do que o olho vê. É um estilo, competente dentro da proposta, mas longe de ser unanimidade.

Na câmera frontal, a Oppo também não economiza. O sensor é o mesmo de 50 Mpx usado na teleobjetiva, agora com lente de 18 mm e abertura f/2.0. O app de câmera ainda oferece três níveis de enquadramento, incluindo um ultra grande-angular para selfies em grupo. E não é só versátil: a qualidade é muito boa, com nitidez bem precisa.

Em vídeo, dá para gravar até 4K60, mas percebemos alguns problemas com efeito moiré e mudanças de colorimetria ao trocar de lente. Em contrapartida, é excelente poder filmar ao mesmo tempo com a câmera frontal e uma traseira, algo bem útil para conteúdo em formato vlog.

Uma autonomia excelente

As marcas do grupo BBK Electronics, ao qual a Oppo pertence, vêm apostando forte em baterias de silício-carbono. A vantagem é clara: dá para aumentar bastante a capacidade sem engrossar o aparelho. Assim, mesmo sendo compacto, o Reno 16 Pro chega a 6000 mAh - mais de uma vez e meia a capacidade dos 3692 mAh do iPhone 17.

Junte isso a um SoC eficiente, especialmente em repouso, e o resultado é uma autonomia realmente exemplar. Um fim de semana acampando, longe de tomadas, não deve ser problema para o Reno 16 Pro. Na prática, com uso leve, dá até para encostar nos 3 dias sem recarregar - um conforto enorme no dia a dia.

E se você esquecer de colocar na tomada, tudo bem. Com carregamento de 80 W (carregador não incluso), dá para recuperar energia rapidamente e seguir o dia com tranquilidade.

Nossa opinião

Mesmo com fortes semelhanças com o iPhone 17, o Reno 16 Pro mantém personalidade e pontos fortes próprios. A bateria é, sem dúvida, o maior destaque, mas ele também entrega bem nos demais aspectos.

Quem vem do iOS não vai estranhar tanto, quem já usa Android se sente em casa, e o público mais jovem encontra recursos pensados para esse perfil. Em resumo, é um produto bem acertado para o alvo que pretende atingir. O porém está no preço fora da promoção: a 900 euros, ele é competitivo; a 1100 euros, existem alternativas melhores. Por isso, vale dar preferência à pré-venda ou esperar períodos de desconto.

Oppo Reno16 Pro

Preço: 1099 €

Nota geral: 8.2

Categoria Nota
Design 7.5/10
Tela 8.0/10
Desempenho 8.5/10
Bateria 10.0/10
Custo-benefício 7.0/10

O que gostamos

  • Ótima autonomia e carregamento rápido
  • Bom desempenho
  • Tela bonita
  • Boa versatilidade em foto

O que gostamos menos

  • Um pouco caro fora de promoções
  • Fotos pouco naturais
  • Apps pré-instalados em excesso

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